Thursday, July 02, 2009

Ilha Grande - Pico do Papagaio no quarto dia

Topo do Pico do Papagaio - Ilha Grande
(favor clicar na imagem para ampliar)

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Wednesday, July 01, 2009

Ilha Grande - pedalada no terceiro dia

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Ilha Grande - caiaque no segundo dia

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Tuesday, June 30, 2009

Ilha Grande - caminhada no primeiro dia

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Angra dos Reis e Ilha Grande

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Wednesday, June 24, 2009

Pedalada Paraty - Angra dos Reis

Amanhecer do dia 28 de abril. Acordamos cedo para ver o sol nascer e tingir as nuvens esparsas sobre a região de Paraty.

Saudando a amizade e a chegada de um novo dia!
Após o café da manhã desmontamos acampamento e guardamos os equipamentos nas bicicletas. Passamos no centro de Paraty em uma oficina de bicicletas onde reparei um raio quebrado da roda traseira. Compramos água mineral para o abastecimento das caramanholas e assim estávamos prontos para voltar à estrada rumo a Angra dos Reis.
O dia estava perfeito para pedalar, com boa temperatura e céu alternando sol e nuvens de bom tempo. A paisagem, que já era muito bonita em Paraty, ficava cada vez mais deslumbrante à medida que avançávamos pela Rio-Santos.
Essa placa sempre indicava subidas pela frente...
Por volta do meio dia...
...estava bastante quente!
Mambucaba
Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Mambucaba - RJ
Usina nuclear em Angra dos Reis
Que água!!!
Que contraste, uma usina nuclear...
...em um lugar tão lindo...
Pico do Frade
Fazenda Grataú, em Frade - RJ
Chegada em Angra dos Reis, RJ
No final dessa terça-feira chegamos ao centro da cidade de Angra dos Reis depois de uma cansativa subida ao término de um dos mais bonitos dias de pedal.

"O Convento de São Bernardino de Sena e a Capela da Ordem Terceira começaram a ser construídos em 1758. Em 1859 foi abandonado, voltando como casa de órfãos e liceu primário apenas em 1937, quando foi requisitado pelo governo. 9 anos depois, voltava a funcionar como convento sendo hoje, depois de varias reformas, uma parte da Secretaria de Cultura de Angra dos Reis." *
Dados registrados no ciclocomputador:

Distância pedalada no dia: 101,26 km;
Distância pedalada na viagem: 507,22 km;
Odômetro: 10.743 km;
Tempo efetivamente pedalado no dia: 5 h 24 min 44 s;
Velocidade média da pedalada no dia: 18,7 km/h;
Velocidade máxima da pedalada no dia: 52,0 km/h.

* Textos em itálico entre aspas retirados do site www.angra-dos-reis.com

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Tuesday, June 23, 2009

Terceiro dia em Paraty


Praia de Jabaquara, Paraty, 27 de abril de 2009. Terceiro dia em Paraty. Primeira atividade do dia: observação do nascer do sol na praia.

Como o dia estava nublado e sujeito a chuva, aproveitamos para cair na água. Decidimos tentar nadar até a Ilha das Pombas, em frente à praia de Jabaquara. A praia é extremamente rasa e é necessário entrar mar adentro por uma distância considerável para conseguir nadar. O fundo arenoso dá lugar ao lodo por grandes extensões e a pouca profundidade dificulta o deslocamento. Pequenos peixes pensavam que éramos comida e beliscavam as pernas. Como eu estava com nadadeiras e máscara, consegui chegar à ilha, mas Clayton acabou desistindo da empreitada, pois estava com dificuldades para atravessar o lodo.
Conversei com a Dona Ilma, moradora da Ilha das Pombas, que me indicou uma prima chamada Creusa que mora na Ilha Grande, na Ponta ou Praia dos Coqueiros [posteriormente não encontrei a Creusa nem a Praia dos Coqueiros, mas fica aqui o meu agradecimento à D. Ilma pela conversa e indicação].
No final da manhã retornei à "terra firme".

À tarde resolvemos mudar o acampamento, aproveitando um toldo instalado no camping, de maneira que no dia seguinte poderíamos guardar as barracas secas. Quando colocamos a segunda barraca, chegou a chuva.
Novos amigos do Camping Jabaquara
Transportamos as barracas com todas as coisas dentro...
Última janta em Paraty

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Thursday, June 18, 2009

Segundo dia em Paraty


Camping Jabaquara, Paraty, 26 de abril de 2009. Logo após levantar tive uma surpresa: vareta da barraca quebrada! Provavelmente o tecido - que estava molhado quando montei a barraca -, ao secar, esticou-se a ponto de gerar tensão suficiente para provocar o rompimento de uma vareta de alumínio. Improvisei um conserto com arame e silver tape que ficou suficientemente bom para permanecer útil até o final da viagem.


Nessa bela manhã de domingo Clayton e eu saímos para passear pelo Centro Histórico de Paraty e fotografar a cidade.

"Em 1646, a piedosa senhora D. Maria Jácome de Mello doou uma área de terras para que ali fosse construída uma capela dedicada a N. Sra. dos Remédios. Foi ao redor desta capela que se formou o povoado de Paraty. Assim, surgiu de pedra e cal a primeira capela, que foi demolida em 1668 para dar lugar a uma Igreja maior, que só foi terminada em 1712. Porém, em 1787, esta Igreja já era pequena para abrigar todos os fiéis de Paraty, por isso iniciou-se a construção de uma nova Igreja maior e mais suntuosa. A 7 de setembro de 1873, a nova Igreja foi entregue ao culto público, sendo precedida a bênção por uma procissão da Igreja de Santa Rita para a Igreja de N. Sra. dos Remédios, fato que é repetido anualmente na Festa da Padroeira. Destacam-se na construção de estilo neoclássico, as torres inacabadas e o fundo da Igreja sem terminar." *


"Igreja Nossa Senhora das Dores: localizada na Rua Fresca, foi construída no ano de 1800 por mulheres da aristocracia paratyense. Destaca-se o seu galo-catavento na torre. É também conhecida como 'capelinha'." *


















"Igreja de Santa Rita: eterno cartão postal de Paraty. Em 1722, os homens pardos libertos iniciaram a construção desta Igreja em louvor ao Menino Jesus, a Santa Rita e a Santa Quitéria. Este conjunto, composto de Igreja, consistório, sacristia, cemitério e pátio ajardinado é construído de pedra e cal. Em 1952 a Secretaria do Patrimônio Histórico Nacional tombou o conjunto, e a restauração foi feita no período de 1967 a 1976. A partir de então passa a funcionar no prédio o Museu de Arte Sacra de Paraty." *


"O Centro Histórico de Paraty remonta aos idos de 1820, quando suas ruas já possuíam seu calçamento "pé de moleque". A presença das águas, com a invasão das marés na lua cheia, a cultura do café e da cana, o porto e seus piratas, a maçonaria, determinaram o traçado do Centro Histórico de Paraty. As ruas foram todas traçadas do nascente para o poente e do norte para o sul. Todas as construções das moradias eram regulamentadas por lei, podendo pagar com multa ou prisão, quem desobedecesse as determinações. A maçonaria deixou sua forte marca nas fachadas dos sobrados com desenhos geométricos em relevo. O Centro Histórico, considerado pela UNESCO como "o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso" é Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN. Suas ruas, protegidas por correntes que impedem a passagem dos carros, preservam ainda o encanto colonial, aliado a um variado comércio e a expressões culturais e artísticas muito intensas. Os carros apenas podem circular pelas ruas que fazem limite com o Centro: Patitiba, Domingos G. de Abreu, Aurora e Rua Fresca." *


"Igreja de Nossa Senhora do Rosário eSão Benedito: a Igreja está localizada na Rua do Comércio, de frente para a Rua Samuel Costa, no lugar mais central do Centro Histórico. Construída em 1725, foi inicialmente a Igreja dos escravos.A Festa dos Santos acontece em novembro com missa, procissão, ladainhas e celebrações tradicionais como as figuras do Rei e da Rainha, as Folias e o mastro com as imagens dos santos." *




Do centro de Paraty seguimos, subindo o morro, para o forte Defensor Perpétuo.
Forte Defensor Perpétuo
"Este é o único Forte que ainda existe em Paraty. Chega-se a ele subindo o morro a pé num agradável caminho cercado de mata. No percurso e já no alto do Forte é possível se ter uma belíssima vista de Paraty e a sua Baía. Hoje, no prédio, funciona o Centro de Artes e Tradições de Paraty." *
À tarde fomos conhecer duas praias de Paraty: Grande e Prainha. Saímos pedalando por Jabaquara e passamos por um atalho para chegar à Rio-Santos.
Praia Grande
Trilha de praia Grande para a Prainha
Prainha
Retorno pela trilha
Ao longe, no entardecer, Pico do Frade...
... e a usina nuclear de Angra dos Reis.
À noite fomos visitar novamente a igreja Nossa Senhora dos Remédios, que estava aberta.
Dados registrados no ciclocomputador:
Distância pedalada no dia: 25,40 km;
Distância pedalada na viagem: 405,95 km;
Odômetro: 10.641 km;
Tempo efetivamente pedalado no dia: 2 h 18 min 39 s;
Velocidade média da pedalada no dia: 11,0 km/h;
Velocidade máxima da pedalada no dia: 46,0 km/h.
* Textos em itálico entre aspas retirados do site www.paraty.com.br

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Wednesday, June 17, 2009

Primeiro dia em Paraty

Sábado, 25 de abril de 2009. Às oito da manhã a luz do dia passava pelas janelas do hostel, iluminando o quarto coletivo, que estava tranquilo. Uma primeira olhada nos arredores revelou os prédios antigos restaurados do Centro Histórico de Paraty emoldurados pela janela do albergue.

Após o café da manhã decidimos deixar o hostel. Depois de visitarmos alguns campings, optamos pelo Camping Jabaquara, na praia de mesmo nome, ao lado de Paraty. Área verde ampla, chuveiros e tanques para lavar roupa e poucos ocupantes, além de uma recepção convidativa e um ótimo preço (12 reais por pessoa, por dia) foram as características que nos atraíram. Retornamos ao albergue, comunicamos a saída e arrumamos o equipamento. Almoçamos em um restaurante simples com comida por quilo.

Chegando no Camping Jabaquara, montamos acampamento e deixamos secar bem as barracas, que ainda estavam úmidas devido à forte chuva de Ilhabela. Sacos de dormir também foram ao sol para "respirar". Mesmo durante uma viagem é importante deixar o saco de dormir por alguns minutos aberto ao sol, pois isso evita que as fibras no seu interior fiquem demasiadamente compactadas, o que causa uma perda de eficiência ao longo do tempo. Como sabemos, o saco de dormir não aquece quem está em seu interior, mas, por conter um enchimento que retém ar, isola a pessoa do contato com o ar frio externo. Quanto mais compacto for o enchimento, menor a quantidade de ar nele retida e menor a capacidade de isolamento que ele proporciona. O material que compõe o enchimento também tem influência na eficiência do saco de dormir; quanto mais condução térmica, pior. É por isso que um saco de dormir molhado ou úmido é bem menos eficiente do que um seco, visto que a água é muito mais condutora de calor do que o ar. Resumindo, o que se quer é um saco de dormir sempre seco e volumoso.

O dia, porém, não dava mostras de se manter seco. Nuvens tomavam conta do céu e começavam a ocultar o sol. Fui de bicicleta ao centro de Paraty, onde havia deixado algumas roupas bastante encardidas em uma lavanderia. Aproveitei o passeio para visitar também uma parte desconhecida – ao menos turisticamente – da cidade. Passando pelos fundos do aeroporto, cruzei o rio que fica ao Sul do Centro Histórico e passei ao lado de uma vila com casebres e muita sujeira, com condições muito insalubres de moradia. Um pouco adiante, em direção ao mar, encontrei uma vila de pescadores. Fiquei um pouco triste pela condição de vida daquelas pessoas, que provavelmente fazem parte da força motriz que impulsiona o desenvolvimento econômico da cidade, embora não usufruam desse desenvolvimento devido ao brutal desequilíbrio na repartição das riquezas geradas. Dei-me conta de que, como turista, talvez nem fosse muito interessante – do ponto de vista da segurança pessoal – permanecer muito tempo naquela área, então tratei de voltar ao Centro Histórico.



As ruas da antiga cidade foram construídas de maneira que a água do mar pudesse invadir a cidade, limpando dessa maneira as impurezas (inclusive fezes!) que eram jogadas em plena via pública. É interessante observar que os índios, sempre tachados de "primitivos", tinham hábitos muito mais salutares do que os "colonizadores"... Outra observação interessante diz respeito aos prédios dessas cidades históricas: os grandes prédios são, invariavelmente, igrejas. Essa relação de poder que se sobressalta através das edificações pode ser vista ainda nos dias de hoje nas pequenas cidades de interior, que podem nem ter um posto de saúde adequado à população, mas certamente têm como maior – e muitas vezes principal – construção, uma igreja.
Hoje, as igrejas e as ruas alagadiças de Paraty são atração turística. Na maré alta as águas continuam a invadir a cidade, espelhando as bonitas fachadas reconstruídas do casario. Defronte à cidade uma infinidade de embarcações conduz hordas de turistas para passeios pela belíssima região. No Centro Histórico predominam os restaurantes e as lojas de souvenir.
Após o breve passeio retornei ao camping. Durante a conversa com o carioca Vinícius, durante a chegada na noite anterior, ficamos sabendo que aos sábados havia uma excelente promoção em uma cervejaria da cidade. Em determinado horário, ao final da tarde, havia música ao vivo (sem cobrança pela apresentação artística) e bebida em dobro: a cada chopp consumido o freguês recebia outro de graça. Fomos à Cervejaria Caboré conferir a promoção e aproveitar a música de excepcional qualidade. Além disso, deliciei-me com o ótimo chopp servido. Vinícius também apareceu, o que garantiu uma legítima conversa de boteco com sotaque carioca. Quando a apresentação de violão e voz encerrou fomos mais uma vez ao Centro Histórico, para vermos os prédios à noite. Retornamos ao camping com planos de, no dia seguinte, conhecermos um pouco mais as praias da região.
Dados registrados no ciclocomputador:

Distância pedalada no dia: 25,38 km;
Distância pedalada na viagem: 380,55 km;
Odômetro: 10.616 km;
Tempo efetivamente pedalado no dia: 3 h 07 min 58 s;
Velocidade média da pedalada no dia: 8,1 km/h;
Velocidade máxima da pedalada no dia: 45,0 km/h.

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